Números que não vão à conferência de imprensa
Published on February 13, 2026 by Climáximo

Olá! 

Há números que todo governo gosta de anunciar. Outros? Nem por isso. É o caso dos números a seguir, que expõem as falhas do governo de Portugal no combate à crise climática e as suas consequências.  





  • O número de clientes da E-Redes sem energia elétrica voltou a subir, sendo hoje de 45 mil. A subida do Tejo deixou ainda 200 animais isolados em Salvaterra de Magos, com bombeiros a assegurar a sua alimentação.


Perante a dimensão dos estragos, o Governo decretou situação de calamidade em 68 municípios e contingência em 48.


Só o povo salva o povo

Vidas perdidas, casas destruídas, pessoas sem água, luz ou abrigo: para nós, estes números são o resultado da guerra declarada por governos e empresas contra tudo o que amamos.

Organizar-nos é a única forma de travar a crise climática.
Nas últimas semanas estivemos nas zonas afetadas a levar donativos, ajudar na limpeza e ouvir as histórias de quem tem vivido diariamente essa crise. Mas esse trabalho ainda não acabou.

Junta-te a nós no dia 18 de fevereiro, quarta-feira, às 18h30, no Largo de Camões (Baixa-Chiado), em Lisboa.

📣 Convocamos esta concentração popular para fazermos, em conjunto, um ponto de situação das zonas afetadas e partilharmos os planos de apoio - idas, recolhas de bens e necessidades. Podemos também auto-organizar novas deslocações aos locais que apelam a apoio voluntário.

Ao mesmo tempo, com a chuva forte a abrandar, devemos reconhecer o risco de a situação deixar de ser “notícia” e ser esquecida ou normalizada.

Ninguém larga a mão de ninguém na luta para travar a crise climática.


Contador de Repressão

Temos ainda outros números que não vão à conferência de imprensa: os da repressão contra quem se organiza pela justiça climática.

O Contador de Repressão, organizado por nossa equipa legal, mostra os resultados dos processos já concluídos contra apoiantes do Climáximo que participaram em ações diretas:

238 meses de prisão suspensa
5.500 horas
de trabalho comunitário
28.140€
 de multas  e indemnizações e custos de tribunal 


 São sanções aplicadas a quem se mobiliza perante a crise climática - produzida por quem continua a lucrar com ela - e que está por trás da destruição que acabámos de descrever

 A equipa legal traz esses números e um ponto de situação mais amplo sobre a repressão do(s) movimento(s), dentro e fora de Portugal, em sua nova newsletter:  A ascensão do autoritarismo e a normalização de repressão como ferramentas de manutenção dum sistema em colapso”.

E em mais um artigo,  a equipa legal explica o parecer histórico do Tribunal Internacional de Justiça (International Court of Justice) sobre justiça climática, que reforça a responsabilização dos Estados pela sua inação. Sabe mais em:  “A quem apontamos o dedo quando o mundo arde?.


Fim ao Fóssil até 2030

A escolha política de manter a dependência fóssil tem consequências reais. E a devastação recente só confirma que a crise climática está a acontecer aqui e agora.

A alternativa existe: uma transição justa e urgente que proteja pessoas e territórios.

📅 9 de março, dia da tomada de posse do novo presidente, é também dia de estudantes, trabalhadores e reformados mobilizarem-se para exigir o fim dos combustíveis fósseis até 2030.

Nosso futuro não está à venda.

Vamos assistir enquanto tudo à nossa volta se deteriora ou organizar-nos para mudar o rumo?

Nesse dia entra em funções um novo presidente, com mandato até 2030. Este será um protesto de quem não consente com a destruição, a barbárie e a venda do nosso futuro. 

Nós não desistimos, nós resistimos. E juntas podemos muito mais.

💚Obrigada por estares connosco.