No último verão, Portugal e vários países da Europa arderam em chamas.🔥🔥🔥 Mais uma vez, Portugal liderou na área ardida da União Europeia duplicando, em apenas 15 dias, os piores registos desde 2017.
De Luto e em Luta
Os culpados pelos incêndios têm nome: Altri, Navigator e Galp. As produtoras de pasta de papel transformam o país numa bomba-relógio 💣 com a monocultura de eucaliptos; as petrolíferas alimentam o aumento brutal das temperaturas com novos projetos fósseis.
E o Estado? Esconde a sua cumplicidade. Declara estados de alerta, enquanto aprofunda desigualdades com leis laborais regressivas, desmonta a educação e mantém a eucaliptização descontrolada.
Mas não tem de ser assim. Ainda podemos mudar o rumo se agirmos já.
Em memória das vítimas da última onda de calor, apoiantes do Climáximo entraram na sede da Galp e colocaram 284 cruzes no átrio da empresa, denunciando a culpa direta da indústria fóssil na destruição do planeta.
Estas mobilizações aconteceram pelo terceiro ano consecutivo, desta vez com concentrações por todo o mundo, no âmbito da Draw The Line / Delimite em que várias organizações, povos, comunidades e lideranças indígenas, “da Amazónia ao Pacífico”, nos convocam a retomarmos as rédeas do futuro, pois a única resposta somos nós: as comunidades e as pessoas.
Nova Declaração de Emergência Climática
Temos uma Nova Declaração de Emergência Climática🚨, em que apresentamos uma análise do estado atual, bem como quais os nossos planos para conseguirmos construir um movimento robusto, corajoso e diverso para travar o colapso climático. Além disso, também partilhamos em nosso site a nossa Avaliação de 2 Anos face ao momento em que declaramos estado de guerra.
Não aceitamos 🙅que o nosso presente e futuro estejam comprometidos. Por isso, temos como objetivo para este ano construir e alargar a base do movimento por justiça climática. Vamos apostar fazê-lo de duas formas:
Através das causas da crise climática, apostando numa aliança com a Greve Climática Estudantil para organizar setores da sociedade para garantir que todas as pessoas entendem a necessidade do Fim ao Fóssil até 2030.
Junto às comunidades dos territórios mais fustigados vamos, até ao próximo verão, perceber como visibilizar estes efeitos da crise climática e agir para evitar os piores cenários. Isto implica não só solidariedade ativa, mas também organização nos termos das comunidades. Nós não temos muita experiência sobre a segunda componente. Teremos de aprender, escutar e co-desenhar esta campanha - o que ocupará os próximos meses à nossa frente.
Manif: O Nosso Futuro Não Está À Venda
Dia 22 de Novembro, convocamos toda a sociedade a sair às ruas pelo Fim ao Fóssil até 2030.
Porquê❓
A produção e consumo de combustíveis fósseis estão a destruir as condições que permitem a vida no planeta. Ou acabamos com a indústria fóssil nos próximos 5 anos, como nos diz a ciência, ou o colapso climático vai matar mais - milhares de milhões de pessoas comuns - e condenar as que restarem à miséria total. A sociedade inteira tem uma decisão a tomar: apoiar ativamente a reivindicação de Fim ao Fóssil até 2030 ou ser cúmplice na condenação de todas as gerações vivas a um mundo inabitável.
✊ Se não consentes que os lucros da economia fóssil valham mais que as nossas vidas, marca 22 de Novembro, 15h, na tua agenda e junta-te a nós através do formulário.
O custo de não travar a crise climática é infinitamente maior do que o custo de agir já, desmantelar a indústria fóssil, e garantir uma transição energética justa para todas as pessoas.
No Climáximo reunimos semanalmente em horário pós-laboral. Se te quiseres juntar, contacta-nos. Junta-te à resistência climática!